Friday, July 24, 2009

LEONOR FINI La guardiana Del huevo Negro

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"La guardiana Del huevo Negro" (1955), óleo sobre tela de Leonor Fini

Por Eliana M.L.S.Andrade

Tive a oportunidade de há pouco tempo atras me deparar com essa obra exposta numa parede da cúpula branca (chamo assim o interior do museu que tem o formato de meia esfera do Complexo Cultural da Republica em Brasilia)A estrutura da obra é formal e figurativa. A temática utiliza-se de metaforas por trata-se de uma obra com caracteristicas surrealistas e portanto, embebida de simbolismos oníricos e ou fantasticos.

A obra é tomada por uma massa única centralizada de composição harmoniosa, simétrica e estabelece uma forma triangular que gera estabilidade, ela está em repouso .

A figura feminina com aspecto majestoso vestida com um traje de cor amarelo quase dourado revelando parte do busto em seu decote, é coberta por um manto azulado que aparentemente recobre o local onde ela está sentada.

Não se pode definir se trata-se de um trono ou cadeira comum, mas pelo seu porte, pode-se presumir uma importancia relevante dessa figura.

Repousando sobre seu colo encontra-se um ovo negro cuja parte mais pontiaguda está virado para baixo. Apesar de nada segura-lo pois as mãos da figura feminina não o toca, o ovo parece estar momentaneamente seguro.

Essa figura tem como plano de fundo ou cenário algo semelhante a um deserto ou terra árida em cores quentes que variam entre vermelhos e amarelos no qual pode-se notar extensas e profundas fendas que parecem partir de sua figura.

Esse manto que a figura feminina usa reflete a imagem de uma santa, de uma mãe, de ser protetora, guardiã de alguma coisa; seu manto também é rígido. O que pode ser observado em seu colo repousar um ovo, os seus braços estão estáticos não seguram mas transmite uma proteção em relação ao ovo.

O semblante da figura demonstra resignação e passividade em face a toda narrativa. Seu olhar mostra está além do momento vivido, quem sabe olha para o futuro.

Há o isolamento. .Ela parece aguardar na grandeza do silencio,do desconhecido e da solidão que lhe é imposta nessa tarefa. Ela guarda o que parece imprevisivel.

O ovo negro causa grande estranhamento. Há o mistério. Há um segredo. Esse estranhamento propoem uma experiencia visual multifacetada pois vai de encontro a referências imagéticas trazidas pelo observador e abre novas possibilidades de visão pois esta calçado na discrepancia entre o mundo real e o fantastico, o diferente. O título da obra diz que ela é a guardiã desse ovo que ajuda a entender melhor a relação invisivel da mulher e o ovo negro em seu colo que noentanto este parece estar sujeito a queda a qualquer momento pois o traje aparentemente é acetinado e suas mãos não o tocam. A posição do ovo invertida para baixo remete a posição e o formato do útero materno.A representação da mulher e o ovo supõe gerar vida que gera uma contradição ao lugar onde está o deserto; lugar esse que não existe vida.

O manto azul, pode fazer referencia iconografica ocidental à cor do manto de Maria, mãe do filho de Deus. Mãe espiritual de boa parte dos cristão que acentua a leitura sobre maternidade da obra. O azul remete a sabedoria, ao espiritual,a eternidade e o manto em formato de trianguloapontando para o céu reforça a sensação do que transcende.

A vida contornada do árido. Ela , a protetora desse novo ser em um mundo ríspido e mesquinho .Majestosa tarefa. As fendas na terra oferecem uma ideia de insegurança, separação , de atravessar para outro plano.

A obra propoem uma leitura direta a maternidade, a magnificência do ser maternal,da resposabilidade de guarda do fruto que se carrega no ventre, do mistério da maternidade,da solidão que a hora do parto e da maternidade em si envolve a mulher. Da regninação da mulher diante do improvável.Do futuro.Do momento em que este escorregara de seu ventre, sairá da proteção de suas mãos,mas que manterá uma ligação invisivel além daquele momento.

Pintora surrealista, nascida na Argentina, filha de mãe italiana. A passagem por este país foi rápida, porque, apenas com um ano de idade a mãe, depois de se divorciar, levou-a para Trieste (Itália). Leonor (ou Eleonora) Fini freqüentou os meios boêmios da Europa. Foi uma autodidata. Ficou famoso o guarda-roupa que desenhou para a bailarina Margot Fonteyn, no seu papel de Ágata (a Gata) com coreografia de Rolant Petit, apresentado em Paris, sem esquecer que foi também Leonor quem desenhou o guarda-roupa para os filmes Romeu e Julieta (1954) e Satyricon (1969) do grande realizador italiano F. Fellini. Leonor Fini tem uma obra extensa e diversificada. Ilustrou primorosamente livros para crianças. Entre os mais notáveis figuram desenhos para obras de Baudelaire, Jean Genet, Sade e Edgar A. Poe. As máscaras que concebeu para a Comédie Française, para a Ópera de Paris, bem como para o Scala de Milão mostram outro lado criativo desta excepcional artista. Leonor deu-se com pintores como Picasso, Dali, De Chirico, Dali, Max Ernst com quem teve uma relação amorosa. As suas obras estão em quase todos os museus do mundo e desde o ano da sua morte, 1996, que se têm realizado retrospectivas dos seus trabalhos, como as de 1997 e 1998 em Nova Iorque e Boston.

Fontes de pesquisa

· Autora: Maria Luisa V. Paiva Boléo. Biografia de Leonor Fini.http://www.leme.pt/biografias/80mulheres/fini.html . Acessado em 15/06/09

· Whitney Chadwick is Professor of Art History at San Francisco State University and lectures both nationally and internationally on women artists and Surrealism in general. Whitney Chadwick é professora de História da Arte na San Francisco State University e palestras a nível nacional e internacional sobre as mulheres artistas e Surrealismo em geral. Ela é a autora de numerosos livros, incluindo: Mulheres Artistas e O Surrealismo; Mulheres, Arte e Sociedade; eEspelho Imagens: Mulheres, Surrealismo e auto-representação.

http://www.weinstein.com/fini/leonor-fini.html. Acessado dia 15/06/09

Wednesday, March 25, 2009

La musique de Maurice Ravel - Pavane pour une infante défunte


Há varias versões sobre como Ravel se inspirou para compor essa música que confesso, toda vez que ouço me emociona muitissimo.
Hoje farei uma postagem totalmente fora de dados concretos sobre a obra e sim sobre a lenda que a envolve.
Ravel tinha origem Basca e isso o influenciara bastante em suas composições.
Reza a lenda que Ravel aos 20 e poucos anos recebeu de seu professor de música um desafio:Ele teria que compor uma musica inspirado em alguma obra prima da pintura.

No caso o moço escolheu umas das Pinturas de nada mais nada menos que Velasquez,mais uma vez a Espanha e sua ligação afetiva.
Alguns estudiosos acreditam que essa obra de Ravel foi inspirada na imagem pintada por Velasquez da princesa margarita, filha do rei Felipe IV .Velasquez a retratou e a sua familia mais de uma vez.
Os estudiosos afirmam que Ravel ao nomear a sua obra , nao se refere a uma princesa morta , fez uma brincadeira com as palavras "infante défunte" para o título de sua Pavane por achar "melodioso" e poético o título em francês " Pavane pour une infante défunte".
Ravel se mostrava estusiasta pelas tradições espanholas.
Fico particularmente surpresa quando imagino essa obra que eu gosto tanto que primeiro foi escrita uma partitura somente para piano por volta de 1899 e executada somente com esse instrumento, ter sofrido tantas críticas não favoráveis a ela.
Alguns críticos a chamaram de "Pavana morta para um princesa" , a acharam sem graça e desprovida de ousadia.
È uma obra impressionista.
Como o tempo é o senhor da razão e o gosto musical vai mudando através dele, essa peça é uma das mais executadas e conhecidas obras de Ravel , junto com seu também famosissimo Bolero.

"De origem espanhola a pavana é uma das danças de corte que mais foram cultivadas nos séculos XVI e XVII. É uma dança de movimento lento e imponente"




Essa obra Ravel dedicou a sua mecenas a filha do inventor das máquinas Singer (Princesa de Polinac)




Saturday, January 31, 2009

Agradecendo...



Olhando o grafico do mapinha mundi que há no fim da página de meu blog, vi que tive
entre 14 de Janeiro até hoje dia 01 de fevereiro 2.057 visitas.
Agradeço a todos que por aqui passam.
Sei que alguns são leitores assíduos,mesmo que por falta de tempo esteja demorando em fazer novas postagens.
Obrigada pelo carinho.Beijos da Nana!!

Visitors to nanamada.blogspot.com (dates and country totals below).
The above map depicts: 2,057 visits from 14 Jan 2009 to 1 Feb 2009
This map is normally updated daily (latest: 2009-02-01 06:00:29 GMT)

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Panama (PA) 1
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Kenya (KE) 1
Angola (AO) 1
Australia (AU) 1
Chile (CL) 1
Peru (PE) 1
Guatemala (GT) 1
Dominican Republic (DO) 1
Georgia (GE) 1
Macedonia (MK) 1
Serbia (RS) 1
Korea, Republic of (KR) 1
Tunisia (TN) 1
Taiwan (TW) 1
Israel (IL) 1
Croatia (HR) 1

para alegrar o dia, deixo com voces colagens que fiz do meu gatinho, O Ramses...





Ramses o gato,The cat, Le chat...
Meawwww!!

Friday, November 14, 2008

A MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA

The girl with a pearl earring - (Meisje preenchidas de Parel) c.1665-1667. Óleo sobre tela. 18 1/4 x 15 3/4 polegadas (46,5 x 40 cm). Mauritshuis, Haia.


Trata-se da obra mais conhecida de Vermee e foi restaurada em 1994.
Possui beleza atemporal.
Observe a posição da cabeça, a sua pureza, a frescura, radiância, sensualidade. São características evidentes da digital artística de Vermeer.
Na verdade a obra nos dá a impressão de que Vermeer afirma em forma de imagem que a A moça é uma pérola.
Ela brilha em contraste com o fundo negro. Provoca o olhar do espectador,é despojada, sem proteção das emoções humanas, possui intensidade erótica ,é tão humana e simples.
O relacionamento maior esta em admirar esta imagem, não importa ainda que envolva em mistérios quanto à origem da modelo ou a intenção do autor.

A obra na moldura
1665- 1667
oil on canvas
18 1/4 x 15 1/4 in. Dimensões (46.5 x 40 cm.)
Maurithuis, The Hague

O efeito de brilho nas roupas e nos lábios são características marcantes em Vermeer. Há o mesmo brilho nos lábios em A Moça com chapéu vermelho.
Os sinais e os padrões deixados pelo pintor são tão convincentes que, embora possa haver a questão da identidade, questionar sua autenticidade, o mundo parece ter se transformado em pintura e Vermeer tornou-se indiscutível o seu mestre.O turbante foi pintado com azul ultramar e, lápis lazuli, detalhe interessante, pois não era comum o uso desses tons por seus contemporâneos, visto que eram muito caros e raros. A pérola na iconografia simboliza a virgindade A da obra é de formato de gota, pois era moda entre as senhoras nesse período da história.
Devido à situação econômica de Vermeer, há especulação sobre a pérola ser artificial, pois foi nesse período que M. Jacquin havia inventado as pérolas de vidro com tecnologia trazida do oriente, mas esse detalhe em nada ofusca o brilho que o artista conseguiu nessa obra.
Há ousados empastos ou sobreposições de tinta branca, representado algum tipo de vestuário usado sob a roupa caipira de cor amarelo ocre. Suspeita-se que seja um tipo de roupa íntima desgastada, usada pela modelo de Vermeer. Com o tempo e provavelmente com as restaurações, infelizmente tem perdido muito o seu devido caráter e textura, pois são usados ferros quentes para o realinhamento das fibras da tela. O sobretudo amarelo ocre usado pela menina é único na obra de Vermeer e é, provavelmente, criação do pintor.
A capa envolve os ombros da moça e não é vestuário habitual naqueles tempos.
É um vestido especial, incomum, diferente e de cor atrativa. É como se fosse uma fantasia dessas que crianças gostam de vestir

Bem como outros pintores europeus, Vermeer desfrutava do mesmo gosto em introduzir uma nota exótica em suas pinturas e congratulou-se com a possibilidade de mostrar em seu processo criativo o uso desse turbante incomum.
Pode-se fazer um paralelo com Michael Sweerts, um pintor flamengo que trabalhou fora dos Países Baixos, em lugares como a Itália, Síria e Índia(Goa) como um missionário, e trouxe na bagagem elementos imagéticos de outras terras. Em Um rapaz vestindo um turbante e segurando um ramo de flores, tem-se um excelente exemplo de utilização de elementos exóticos e com cores bem semelhantes às da Moça com brinco de pérola de Vermeer.



Michael Sweerts- O rapaz de turbante com ramo de flores





Nana com brinco de pérola-Imagem manipulada digitalmente .
Falando em pérolas, aguardem a proxima postagem especificamente sobre as pérolas nas pinturas de Vermeer...



Fontes:WESTERMANN, Mariët. O holandês Vermeer. Madri: 2003. P. 286.

STEADMAN, Philip. Vermeer's Camera: Descobrindo a Verdade Atrás dos Mestres. Oxford: 2001.

Ibid. Lawrence Gowing. Vermeer. Londres: 1952.

KOONGSBERGER, Hans e os editores da Time-Life Livros. O Mundo de Vermeer: 1632-1657. New York: 1967. P. 141.

VERGARA, Lisa. Perspectivas da Mulher na Arte de Vermeer. In The Cambridge Companion para Vermeer, editado por Wayne Franits. 2000.

LIEDTKE, Walter. Ensaio Temático: Johannes Vermeer (1632-1675).

O PROCESSO CRIATIVO DE VERMEER

Vermeer abraçou os princípios teóricos da arte européia e respeitou plenamente as regras técnicas comuns de sua escola na Holanda. Vermeer identificava-se com sua cultura nativa. Suas telas são uma conseqüência direta da confirmação dos valores morais e sociais da maioria dos seus colegas holandeses. Sua lealdade política é amplamente demonstrada pelos inúmeros mapas da República Neerlandesa e, em especial, há um local reservado para o mapa dos Países Baixos.

Nas primeiras obras, a tinta era aplicada densa e tensamente com auxílio de escovas e pincéis. Sua coloração com iluminação ousada para a época, provavelmente foi concebida convencionalmente. A evidente acumulação de tinta cria uma densa superfície pastosa, irregular e acentua a presença de seu material em diversos temas, embora repetidas vezes tenha usado o overpainting ou empasto.

Vermeer pintou muito mais na primeira fase de sua vida artística do que em seus últimos dias. Há um evidente desenvolvimento em sua técnica no decorrer dos anos. A fluência e maestria de técnica na obra fazem um contraste entre as primeiras pinturas que, pelo contrário pareciam pouco elaboradas com seus acúmulos de tinta. Os pesquisadores entendem que Cristo na casa de Marta e Maria poderia ser
considerado um trabalho intermediário entre os temas históricos e aqueles para os quais o gênero Vermeer é mais famoso.
Cristo na casa de Marta e Maria

Mesmo que a pintura citada seja diferente da primeira história das obras, sua escala, incerta organização espacial e a amplitude de execução são claramente uma reminiscência de suas primeiras obras.
A fase precoce de Vermeer foi quebrada a partir da pintura histórica, não somente pelo assunto, mas também na técnica e dimensão. Este tipo de gênero já tinha sido utilizado pelos pintores pioneiros Pieter de Hoogh, Gerrit Terborch e Nicolas Metsu.
O pesquisador Arthur Wheelock (1997) salienta que "o desafio que ele parece ter estabelecido para si próprio, em finais dos anos da década de 1650 foi o de traduzir as tendências classicistas do início de suas pinturas religiosas e mitológicas em uma linguagem contemporânea...”
A riqueza digital estética de Vermeer teve uma evolução acompanhada por uma evolução igualmente rica de sua em técnica de pintura.
A palavra italiana empasto pode ser traduzida a grosso modo como "mistura pastosa.". No que se refere à pintura técnica, o termo indica a aplicação de uma espessa camada de tinta opaca que é imediatamente evidente para os olhos do observador. Empasto foi muitas vezes utilizado para representar as mais importantes áreas da pintura, uma vez que tende a atrair o olhar mais longe do que as áreas circundantes das camadas mais suave pintura. A queda de luz sobre as irregularidades criadas pelo pincel produz uma impressão “espumante”, o que reforça o efeito material realidade do objeto representado.
O efeito ótico causado por empasto foi ainda maior nas telas de Vermeer. Suas tintas eram feitas à mão - e não encontradas em tubos, como agora -, e isso resultou em nítidas irregularidades, texturas visíveis em suas obras. Ele utilizou o preparado de pigmentos quando recolhia uma quantidade de tinta bem pastosa sobre a escova ou pincel e facilmente criava efeito de alto relevo da pintura. No trabalho do Rembrandt, por exemplo, alguns dos efeitos de empasto foram destruídos por conta de danos causados pela pressão dos pesados ferros quentes utilizados para alisar a tela quando as pinturas foram restauradas.
Fontes:
WESTERMANN, Mariët. O holandês Vermeer. Madri: 2003. P. 286.

STEADMAN, Philip. Vermeer's Camera: Descobrindo a Verdade Atrás dos Mestres. Oxford: 2001.

Ibid. Lawrence Gowing. Vermeer. Londres: 1952.

KOONGSBERGER, Hans e os editores da Time-Life Livros. O Mundo de Vermeer: 1632-1657. New York: 1967. P. 141.

DELSAUTE, Jean-Luc. A Camera Obscura na pintura do sec. XVI e XVII-Estudos de Vermeer. P. 111.

VERGARA, Lisa. Perspectivas da Mulher na Arte de Vermeer. In The Cambridge Companion para Vermeer, editado por Wayne Franits. 2000.

LIEDTKE, Walter. Ensaio Temático: Johannes Vermeer (1632-1675).

A vida de Vermeer

A partir de hoje, farei uma série de postagens sobre um pintor que gosto muito devido a sua forma introspectiva de pintar.Vermeer nasceu em Delft, Holanda, em 1632.
Pouco se sabe sobre vida de Vermeer. O que se sabe é que morreu prematuramente, aos 43 anos, e em situação financeira desastrosa. Teve pelo menos 11 filhos nos 22 anos de casado. O artista, que viveu épocas abastadas, quando nada lhe faltava devido aos seus mecenas, morreu pobre e endividado. A inquietação de Vermeer em como prover meios para suprir as necessidades de seus filhos o deixou numa condição emocional de tensão tão grande e dolorosa que, segundo historiadores, lhe causou um estado de profunda depressão, do qual ele nunca iria se recuperar.
Arquivo de Delf

Quase tudo o que diz respeito à pessoa de Vermeer é meramente hipotético. Até mesmo um auto-retrato não pode ser apoiado em qualquer prova objetiva. Se quisermos, de alguma forma imaginar o homem Vermeer, temos de confiar exclusivamente na interpretação de trinta e cinco pinturas, que é, na melhor das hipóteses, um método extremamente subjetivo e suscetível a enganos. Às vezes, um trabalho do pintor reflete com bastante precisão o seu caráter, como no caso de Picasso ou Dalì, e outras vezes, parece não haver qualquer relação. A capacidade de se aproximar da profundeza da alma do artista, em muitos casos, parece que existe independentemente e além das características particulares das técnicas da pintura.

Um economista americano chamado John Michael Montias, chegou a várias conclusões sobre a vida de Vermeer a partir de análises de cada vestigio de prova relativo ao mestre de Delft ou qualquer pessoa que de um modo ou de outro entrou em contato com ele através de sua investigação nos Arquivos Municipais Delft. Ele trabalhou com paixão e descobriu novos e importantes documentos. Um arquivista em Delft comenta que Montias muitas vezes foi o primeiro a entrar e o último a sair do arquivo da prefeitura de delfs.O fascinante resultado de seu estudo pode ser lido no ensaio Vermeer and His Milieu: A Web of Social History (Princeton University Press, 1989).




Fragmento do documento de batismo de Vermeer em 1632.


Detalhe da certidão de casamento de Vermeer e Catharina Bolnes . 20 April 1653.


Em 1657 Vermeer e sua esposa Catharina fizeram um contrato de Empréstimo de 200 florins com Pieter van Ruijven
Este documento atesta o primeiro contato entre Vermeer e seu futuro patrono, Pieter van Ruijven. Van Ruijven emprestou a Vermeer e Catharina 200 florins, a uma taxa de juros extremamente baixas, o que, na opinião do Montias, pode ter sido um avanço no sentido da compra de um ou mais quadros.

Monday, October 13, 2008

Poesia para refrescar os olhos e a alma...



BATUGUEREAU
William A. Bouguereau (La Rochelle, 30 de Novembro de 1825 — La Rochelle, 19 de Agosto de 1905) foi um pintor acadêmico francês.

Sabe quando há a pessoa certa no momento errado?
Assim foi com o velho William.
Tradicionalista,minucioso, despretensioso e modesto, tornou-se um conceituado artista do século XIX e foi um membro de liderança do Instituto da França e presidente da Sociedade de Pintores, Escultores e Gravadores.
A sua reputação como pintor de temas mitológicos não faz jus ao pintor de ternas mães, crianças e moçoilas.
Boa parte desse acervo, foi pintado na sua terra natal, La Rochelle, em um jardim particular ,no seu estúdio, em um estilo realista quase fotográfico que se tornou um sucesso entre os colecionadores de seu tempo, embora modernamente tenha sido relativamente esquecido pela celebridade dos impressionistas, seus contemporâneos. A Historiografia da Arte costuma valorizar e enfatizar a importância dos pintores impressionistas e esquece-se de todos os outros artistas contemporâneos a eles.Até hoje acontece muito esse fato, gente talentosa é colocada de lado por não se enquadrar ao movimento artístico vigente...

Ser contemporâneo nada mais nada menos de que Monet, Renoir e Degas, realmente não deve ser muito fácil pois trata-se de grandes inovadores no mundo pictórico mas, injustamente foi esquecido logo no início do século XX.
No seu tempo, porém, Bouguereau era referido como sendo um dos melhores pintores de França inclusivamente pelos seus colegas impressionistas. Fosse esta referência irónica ou não o fato é que suas imagens são maravilhosas.Que talento com tintas e pinceis hein??...

Em 1896, com 71 anos, desposou uma estudante de arte norte-americana, Elizabeth Gardner,(que prometo fazer uma postagem em breve )cujas pinturas mostram claramente a forte influência do seu mestre.

Friday, September 19, 2008

Hiperealismo do Voyeur Kristian Burford

Trazendo um pouco de arte contemporânea,hoje vamos falar sobre Kristian Burford.
Nascido em 1974 em Waikerie, Austrália Bacharel em Artes Visuais, Universidade do Sul da Austrália, 1992-1995 Master of Fine Arts, Art Centre College of Design, Califórnia, 2000-2003
Vive e trabalha em Los Angeles, Califórnia, EUA e Austrália Adelaide

O artista fez uma série de esculturas e montadas em instalações, onde direciona nosso olhar como se estivessemos espiando a intimidade das personagens.
Há uma violencia implícita, sexual e perversidade que são definitivas como caracteristicas dos trabalhos e próprios desejos de Kristian Burford. Eles também são utilizados para dramatizar o curso do olhar, uma vez que serpenteia através de sua maneira aquilo que é, afinal, um complexo sistema de visualização. Feita através de uma lacuna nas cortinas, e desde que satisfaça parcialmente, com apenas um ponto de vista, o observador está posicionado como espião.


O cenário é construido com tanto realismo que por um momento parece que as pessoas são de carne e ossos, na verdade, as esculturas de Kristian Burford são feitas de barro e cobertos com resina.
O efeito é fascinante, graças à meticulosa reconstrução do ambiente envolvente, normalmente com uma desordem interna domésticos criados para dar esse ar de naturalidade.

As cenas montadas com o maior cuidadoe fazem citações visuais ao sec. XIX, barroco, gótico, enquanto as esculturas estão sempre em cenas íntimas, como vistas a partir do buraco fechadura: a platéia se torna voyeur.

A atenção do espectador é realmente capturada e estas cenas em que quase sempre mistura inocência e uma pitada de morbidade impressiona,choca, desconserta,incomoda, causa estranheza...


As obras do artista australiano estão visíveis na galeria Magrorocca Milão. Algo semelhante, embora muito mais assépticos, fez John De Andrea poucas décadas atrás.
As peças protagonistas são modeladas em barro e coberta com um véu de resina, são caracterizadas por uma realidade anatômica de que imediatamente revela a grande maturidade artística do jovem Kristian Burford.

Eles serão colocados em uma mise-en-Scène sempre diferentes ambientes retratam cenas da vida privada e doméstica de grande intensidade emocional.
Os valores representados, tamanho natural, são sempre colocados em ambientes reais, decorados e mobilados com desenho artístico sobre os mais diversos tempos: Burford, com base na história da arte, chama a partir da inspiração barroca, pelo romance gótico até o simbolismo.


O mobiliário e decoração dos quartos desenhados pelo artista desempenham uma fusão entre a escultura e os elementos a sua volta: a atenção para todos os pequenos detalhes e da profusão de uma ajuda especial, porque o telespectador a compreender o significado da cena representada. Um outro estímulo para a compreensão do trabalho são os títulos, espécie de pequenas histórias incomuns de comprimento, tendo a função de introduzir o protagonista da história e para aproveitar a conduzir as sensações transmitidas através da ambientação, os acontecimentos que precederam o momento especial ,.
Envolvendo emocionalmente na história dos personagens retratos, que, como em um jogo teatral, informe aspectos íntimos da vida. Ao criar uma melange de estilos que são parte integrante do profundo significado psicológico transmitida, é evocada uma nostalgia íntima e erótica, mas ainda inocente.


Uma inocencia fortemente amarrada pelo privado que se tornou público, através da possibilidade do espectador espiar estas cenas da vida só através de uma porta em barracas de campanha ( do tipo de barraca do exercito) em torno destas cenas.
O voyeristica componente, uma parte integrante do Burford, prepotentemente impõe no seu trabalho que reflete uma atitude típica da sociedade contemporânea.

O visitante espiáo, olha intrigado que acontece , a qualidade de tecnica é tão realista que por vezes o espião pode se envolver psicologicamente por causa do tema e ou outras vezes, eroticamente, uma vez que os personagens são representados muitas vezes nu e atitudes ambíguas, nunca, porém moralmente repreensível.


Kathryn, uma jovem adolescente menina, semivestida é colocado sobre um sofá que quase parece a deslizar para baixo. Sua inocência, seu corpo e tudo em volta é representada por cores de estofos e mobiliário que o rodeiam, feita em vários tons de rosa. O observador externo, uma espécie de experiência na aprendizagem e descoberta, é chamado a tomar passo a passo o que está acontecendo. A observação da ambientação é o primeiro elemento que ele introduz na história representada, mas depois, como um deus ex machina, o artista que intervém através do fundo revela a título de representação.


Construir ambiguidades , jogo da menina com o gato, que as feridas de um lado, e a expressão de dor em seu rosto, o artista joga com a fina linha entre a dor e o conhecimento das sensações físicas própria idade que está a viver, adolescência. Abandonou controle, Kathryn você deixar ir com a vontade que permear transmitindo estes sentimentos para aqueles que introduz no seu mundo, a fim de que eles são arrastados para dentro. Burford cria verdadeiros quadros vivos, cheio de mistério, ambiguidade e erotismo, mas também de inocência e convida o observador, com grande magistralidade, uma imersão em várias de suas obras, para viver-los, transformá-las em vida, experiência roubada.



Os trabalhos de Kristian Burford são magnificamente realizados num voyeurismo adolescente, cenários eróticos, que são visto como fotos, há algumas passagens incómodas que nos alerta para o cuidado, o trabalho artesanal de qualidade, tanto a sua experiência e a sua vulnerabilidade. Assim, a tomada do trabalho reflete o seu objeto.

Christopher
Um jovem nu e seu plano de fazer um vídeo de si próprio urinando quando ele cai sono e sua mão cai em uma tigela de água, foi usado como a cobertura de Adelaide à base de arte contemporânea revista Artlink e banido de circulação nos os E.U.
Nos olhos do precoce Kristian Burford, Nova York ainda se parece com o centro do universo artístico - bem, pelo menos o seu universo artístico que alimenta a esculturais hiper-realismo e decadência urbanas, e que é construído em torno de elementos ficticios cosmopolitas e excesso poético. Talvez Burford's orquestrada mise en scene de punções da nossa realidade mundana e os tabus psico-sexuais ,do tipo que facilmente conforma-se a uma análise lacaniana da literatura ou filme pornô soft.


Melissa ... É uma isntalação que retrata o momento de um orgasmo, a auto-alimentação do corpo feminino como um ordinário modo de vida e permite apenas suficiente teoria e a perversidade do sujeito / objecto ,relações de manter o seu autor, protagonista e espectador no mesmo angulo.

Monday, July 21, 2008

Jean-Michel Basquiat

Como eu havia prometido, um pouco da vida e obra desse ícone das artes plasticas da década de 80.
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
O nome dele é Jean-Michel Basquiat.
È necessário saber sobre Basquiat e Andy Warhol (Veja postagem anterior), para "entender", ou perder a resistência que existe com relação a arte Contemporânea e desfrutar de toda riqueza estética e os caminhos da arte nos nossos tempos.
Basquiat erafilho de pai haitiano e mae porto-riquenha, nasceu em Nova York e em seu curto espaço de tempo de vida, (1960-1988),personificou a cena artistica da década de 80, e quem é da minha geração sabe bem do que eu estou falando.Vivemos exatamente esse momento da arte ,a fusão da cultura dos jovens ,a cultura de massa,mídia,aparecimento da aids...Basquiat esta envolto em tudo isso , do anonimato a fama, dinheiro, excessos, e auto-destruição,drogas.
Sua imagem pública tende a ofuscar sua curta e extraordinária trajetória artistica.Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
Começou grafitando muros em Nova York.Seu trabalho chamou muito a atenção pela qualidade e riqueza de informação imagética e elementos e símbolos de outras culturas que ele se apropriava .Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
Pinturas e desenhos que evocavam a vida marginal ,urbana, negra, história e cultura negra,simbolos gregos, maias, assim como o o próprio senso de identidade conflituosa do artista.
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
Seus pais se separaram e ele e as irmãs vão para Porto Rico por dois anos, tempo em que ele entrou em contato com suas raizes latinas.
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
Basquiat volta para Nova York, faz amizade com Al Diaz e juntos começam a fazer seus trabalhos pelos muros da cidade de Nova York .Com o artista gráfico Al Diaz cria a SAMO (same old shit - mesma velha merda), marca e assinatura que usava para espalhar as suas obras pelas paredes da cidade.
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
Apesar de Basquiat ser artista de rua, não era pobre. Seu pai tinha bens e ele estudou em escolas particulares e não consegue se adaptar às escolas convencionais. Passa a freqüentar a Edward R. Murrow High School mas a abandona praticamente no final do curso, sai de casa, vai morar com amigos, e passa a pintar camisetas que ele mesmo vende nas ruas.
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Aos poucos torna-se uma celebridade, começa a aparecer num programa da TV a cabo e é convidado a participar do filme Downtown 81, investindo o dinheiro que ganhou em materiais de pintura. O filme relata um dia na vida do jovem artista à procura da sobrevivência e mistura hip hop, new wave e graffiti, manifestações artísticas típicas do início da década de 80.
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS! Com Madonna-Namorados em 1981

Mudança de rumo

Com a fama adquirida passa a ter dinheiro, torna-se artista internacional de vanguarda e amigo de pessoas influentes, conhecendo e convivendo com Andy Warhol, com quem compartilhou forte amizade.
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Warhol proporcionou a ele lugar para morar, materiais para trabalhar, além de ajudar a divulgar o seu trabalho e patrocinar algumas excentricidades, típicas de endinheirados. Nessa época Basquiat abandonou a arte de rua e o graffiti e decreta nas paredes: "SAMO morreu".

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Começa a pintar telas que passam a ser adquiridas e comercializadas por marchands de Zurique, Nova York, Tóquio e Los Angeles, ávidos por novidades.
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De artista que vivia precariamente passa a ser um artista consumido e recebido nos salões mais chiques e exclusivos de Nova York.

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A arte de Basquiat, chamada de "primitivismo intelectualizado", uma tendência neo-expressionista, retrata personagens esqueléticos, rostos apavorados, rostos mascarados, carros, edifícios, policiais, ícones negros da música e do boxe, cenas da vida urbana, além de colagens, junto a pinceladas nervosas, rabiscos, escritas indecifráveis, sempre em cores fortes e em telas grandes.
Quase sempre o elemento negro está retratado, em meio ao caos.
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Há também uma dessacralização de ícones da história da arte, como a sua Mona Lisa (acrílico e óleo sobre tela) que é uma figura monstruosa riscada no suporte.

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O período mais criativo da curta vida e da carreira meteórica de Basquiat situa-se entre 1982-1985, e coincide com a amizade com Warhol, época em que faz colagens e quadros com mensagens escritas, que lembram o graffiti do início e que remetem às suas raízes africanas. É também o período em que começa a participar de grandes exposições.
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Em 1982, com a mostra Anatomy, foi o mais jovem artista da famosa exposição Dokumenta, de Kessel. E, em 1983, o mais jovem artista da Bienal do Whitney Museum, de Nova York.

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Daí em diante, participa de centenas de exposições e passa a ter trabalhos espalhados por vários dos museus mais importantes do mundo, como: Osaka City Museum of Modern Art, Japão; Chicago Art Institute, Illinois, Estados Unidos; Everson Museum of Art, Syracuse, Nova York, Estados Unidos; Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, Estados Unidos; Kestner-Gesellschaft, Hannover, Alemanha; Museum Boymans-van Beuningen, Roterdã, Holanda; Museum of Contemporary Art, Chicago, Estados Unidos; Museum of Contemporary Art, Los Angeles, Estados Unidos; Museum of Modern Art, Nova York, Estados Unidos; Museum of Fine Arts, Montreal, Canadá; Whitney Museum of American Art, Nova York, Estados Unidos.

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!House Eye

Obra de Andy Warhol e Jean-Michel Basquiat comprado por Versace -House Eye.
O quadro é o mais valioso do leilão londrino - cerca de 300 mil libras (R$ 1,3 milhão).

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A morte do amigo e protetor Andy Warhol, em 1987, deixa Basquiat abalado e debilitado e isso se reflete na sua criação.
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Os críticos, sempre muito exigentes, já não o tratam com unanimidade e Basquiat responde a essas cobranças, associando-a ao racismo arraigado da sociedade americana.


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Solitário, exagera no consumo de drogas e em agosto de 1988 acontece a trágica morte por overdose de heroína, que põe fim à carreira brilhante do primeiro afro-americano a ter acesso à fechada cena das artes plásticas novaiorquinas e, a partir daí, presença nas mais importantes mostras do mundo, entre elas, uma sala especial, em 1996, na 23ª Bienal de São Paulo, e em 1998, uma retrospectiva na Pinacoteca do Estado de São Paulo.
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Conheça mais-Basquiat (1996), filme inspirado na vida do artista, dirigido por Julian Schnabel, com Jeffrey Wright como Basquiat e David Bowie como Andy Wahrol.
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!POLAROID DE ANDY WARHOL

Abaixo um video a partir do episódio final de Estado da Arte, uma série de documentários sobre as artes visuais na década de 1980.Filmada na Europa, Estados Unidos e na Austrália, em 1985-6, os seis programas característica chave muitos artistas incluindo -, além de Basquiat e Warhol - Cindy Sherman, Antony Gormley, Hans Haacke, Eric Fischl e Joseph Beuys. Os filmes também explorar o contexto intelectual da época e as ideias do pós-modernismo. A série foi originalmente considerada a Channel 4 na Grã-Bretanha e, em seguida, mostrou em mais de 20 países.



Fontes:UOL
br.geocities.com/m80811/basquiat.htm

Thursday, April 24, 2008

Fama e Infâmia

Ola pessoas queridas!!
Desculpem-me pela demora na atualização do blog mas, devido minhas postagens estarem mais extensas, resolvi dar um espaço maior entre elas para dar tempo de todo mundo ler,pensar,questionar,comentar...
Há muito alguns de voces vinham me pedindo algo de arte contemporânea e Pop Art,então,inspirada em uma das aulas dos professores ,Matias Monteiro de análise de obra de arte , e Luisa Günther profa de gravura, hoje vamos fazer uma viagem no mundo de um homem muito interessante,anticonformista por concepção, de vanguarda, cineasta (perante o crítico “ como cineasta, significa a manipulação do tempo, a ruptura da narrativa e a trangressão sob o signo do tédio já que ninguém tem paciencia de ver suas longas jornadas consideradas monótonas,há filmes de mais de 6 horas com imagem repetidas de somente 20 minutos”) ,artista plástico. Andrew Warhola,depois adotou o nome mais simplificado, Andy Warhol.
Seus pais, estrangeiros, nascidos na Checoslováquia.
Nasceu entre 1928 e 1931.
Foi um visionário,inovador, possuia uma boa cota de excentricidade e um inviesamento de ideias que fizeram a diferença.
È conhecido e chamado como o pai da Pop Art.

Andy Warhol referia-se a si mesmo como um "recriador".



Formado em Pittsburg em desenho gráfico e publicidade, chegou a Nova York em 1949 e, no início dos anos 50, já estabelecido como artista, Andy Warhol começou a garimpar preciosidade sua conta bancária era engordada por desenhos industriais e trabalhos publicitários que fazia regularmente adquiriu, então, móveis antigos e pequenos trabalhos de Miro, Magritte e Toulouse-Lautrec.

Comprou um local em Nova York que se tornou seu Atelie/Galeria e a chamou de Factory (A Fábrica), seus trabalhos possuiam um lado crítico social, político e sempre "alfinetava" o lado sombrio dos Estados Unidos. (Pessoalmente é o que mais gosto do Andy)


Cartões de natal feito por Andy na década de 50.

Ao contrário do que muitos pensam, Warhol jamais foi usuário de drogas mas foi um grande voyer e usava as pessoas e artistas que frequentavam sua "Fábricas" como objeto de sua crítica. Os filmava para poderem ver o quanto eram estúpidos...





A principio começou a trabalhar como artista gráfico,e em publicidade.
Foi na década de 50 quando aceitou o convite para fazer alguns trabalhos para as lojas I. Miller que seu trabalho começou a ser reconhecido e aclamado pelo talento.







Desing de acessórios.

A famosa série de desenhos de calçados da década de 50 que depois na década de 80, poucos antes de morrer, o tema volta com outra roupagem e foco.
Abaixo os dois momentos para observação e comparações.


Dècada de 80
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS! Quando retomou o tema sapatos na décad de 80 , Andy fez um conjunto de obras bem interessante e aliado ao seu interesse por joias ele fez seu "Diamond Dust Shoes" e usou vidro triturado para dar o aspecto de pó de diamantes nos sapatos.
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Para Andy Warhol a consagração acontece em 1962 quando realiza uma série de pinturas de notas de um dólar (uma das telas foi vendida em 86 num leilão em Nova York por 385 mil dólares, o maior preço já alcançado por um de seus trabalhos em vida!) neste ano, funda a revista “Interview”, na qual apareciam as personalidade da vida noturna nova-iorquina

e entrou definitivamente para a História da cultura do século XX quando fez reproduções da lata de sopa Champbel, garrafas de Coca-cola, e outros produtos consumidos em grande escala na década de 60 lançando um novo olhar sobre as coisas,pessoas e o mundo.



Foi o inventor da serigrafia.




Revela a beleza dentro da cultura de massa.
O quadro A Cadeira Elétrica e a série das garrafas de Coca-Cola ficaram como símbolos da frieza e do consumismo da sociedade americana.

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Ele recriou imagens usando seda,tela e tintas com impressões de alta qualidade técnica e com certeza influenciou o mundo além de seu tempo.


Após a morte de Marilyn Monroe, Andy passou 4 meses fazendo silk-screens de sua imagem no filme " O pecado mora ao lado".
Usou a imagem da atriz as reproduzindo até a saturação.
Mas notem que nenhuma é igual a outra. As cores tambem por vezes são bastante saturadas.



Andy usa Marilyn Monroe como simbolo da mortalidade.
Superficialidade e Glamour.



Sofrimento e morte.



Desimbolização do objeto e do mito.
(A morte em 62 inspira Andy a fazer retratos, ícones com rosto e lábios)


Há muito há uma grande discursão sobre a perda da Aura nas obras de arte e Andy não ficou de fora disso.
Ele mostra que repetição é diferente de reprodução.
Pela venda da sua serigrafia sobre tela «Marilyn laranja». Outra versão da mesma série foi vendida na quarta-feira pela Christie´s por 16,2 milhões de dólares (12,6 Me). O valor estimado era de até 15 milhões de dólares.

Fascinado por celebridades e assuntos morbidos, mortes e assasinatos também fazem parte de seu tema de trabalho.



Eternizou a imagem de Che apos seu assassinato.


Andy Warhol fez uma imagem do líder comunista chinês Mao Tse-Tung foi vendido por 17,376 milhões de dólares (13,5 milhões de euros) num leilão em Nova IOrque, estabelecendo um recorde mundial para o rei da pop art. A obra foi adquirida no leilão de arte contemporânea e do pós-guerra realizada na casa Christie´s pelo empresário Joseph Lau, de Hong Kong, um dos homens mais ricos do mundo segundo a revista Forbes. O retrato de Mao Tse Tung foi leiloado, no ano passado, por quase 50 milhões de reais.



«Mao» (1972), é a obra mais importante e representativa de Warhol vendida em leilão em mais de uma década. O anterior recorde de Warhol, de 17,327 milhões de dólares (13,5 milhões de euros), havia sido obtido pela Sotheby´s, em 1998,


Obras com o assassinato de JFK como tema.





(Detalhe da obra)
Outra obra de Warhol, «Dezesseis Jackies» (1964), foi comprada pela galeria Richard Gray, com sede em Iorque e Chicago, por 15,6 milhões de dólares.





“rostos famosos por serem famosos”: Dick Tracy, Natalie Wood, Liz Taylor, Jackie Kennedy, Marlon Brando, Mao Tsé Tung, Elvis Presley, Pelé, situações sociais “depressivas”




Segundo Warhol “um artista é alguém que produz coisas que ninguém precisa ter, mas que ele, por alguma razão, pensa que seria uma boa idéia oferecer às pessoas”.








Um grande colecionador de arte, dono de um acervo de 10 mil objetos reunidos em casa, imensa variedade de peças, pinturas, desenhos, mais de 120 pequenas jóias, entre broches, braceletes e pendentes, 300 relógios, dezenas de ‘portraits’, bustos, incluindo um de Degas, estatuetas – entre as quais uma de Renoir, brinquedos, os famosos copos de Ronald Mcdonald, que, como ele previa, seriam ícones de uma época, valorizados no futuro.

Warhol não estava interessado em idéias mas em objetos: dinheiro, telefones, caça-níqueis, garrafas, latas, e ídolos em objetos ele transformou personalidade de todos os segmentos da vida norte-americana, chegando a confundi-las com embalagens de produtos tão comuns quanto elas


Em 1986, o marchand Hans Mayer, observando o layout dos anúncios que a Mercedes publicou comemorando o centenário da invenção do automóvel, Mayer pensou que talvez a Mercedes se interessasse em pagar Warhol para criar serigrafias sobre carros a empresa encomendou na hora quatro pinturas em maio daquele ano, Andy Warhol entregou quatro telas dando a sua versão do primeiro carro esporte fabricado pela Mercedes: o 300 SL coupê, de1952.

A base de todos os trabalhos é a serigrafia Andy Warhol mais uma vez pintou e desenhou sobre as telas previamente impressas em “silk screen” o contorno das figuras muitas vezes foi feito em cores mais claras e luminosas do que o fundo num procedimento caro ao artista.




Warhol foi um ícone na arte norte-americana retratou, friamente, personalidades produtos com a indiferença de uma máquina; afirmou, inclusive, que gostaria de ser máquina muita gente – artistas, críticos – considera sua obra medíocre, destacando apenas sua participação na área de marketing.

Warhol consegue tanta fama que passa até a cobrar por suas aparições em público ele sente e percebe muito bem que vive no país e na época do capital, do consumismo, e que o povo norte-americano vê arte em qualquer tipo de coisa consumista, por mais frívolo e medíocre que fosse o objeto em questão os sucessivos avanços da ciência e da tecnologia, fatos e coisas portáteis invadindo as ruas e a imaginação de toda uma nação, a televisão, o cinema, os confrontos existenciais, tudo isso fora matéria a lapidar pelo olho e pela mão de Warhol, com conotações críticas, irônicas e sobretudo artísticas no sentido de filtrar bem um momento da história para ser parte dessa história com uma nova visão de arte.

Colecionou artigos e fotos de catastrofes e tragédias, principalmente automobilisticas.
Criou polêmicas com seu trabalho "Os 13 homens mais procurados" pois grande parte dos condenados/procurados já eram homens livres e já haviam cumprido suas penas.
Andy vivia em constante agonia entre medos e angustias principalmente depois que sofreu um atentado...

Em Junho de 1968, a feminista Valerie Solanas, uma freqüentadora da Factory, criadora solitária da SCUM (Society for Cutting Up Men), entrou no estúdio de Warhol e alvejou-o quase mortalmente. O artista demorou mais de dois meses a recuperar e quando saiu do hospital, dedicou-se a criar a revista Interview e a apoiar jovens artistas em início de carreira, além de escrever livros - a sua autobiografia The Philosophy of Andy Warhol (From A to B and Back Again) foi publicada em 1975 -, e apresentar dois programas em canais de televisão a cabo. A sua pintura voltou-se para o abstracionismo e o expressionismo, criando a série Oxidation (Oxidação), que tinha como característica principal a presença de sua urina em todas as obras.


O público massivo consome imagens populares de seus ídolos através de revistas, cinema e televisão, out doors, cartazes, músicas e outros meios, e, sem perceber, auxilia para a divulgação da imagem, dos fatos e acontecimentos











Na música o fato mais importante foi quando o mestre da pop art, Andy Wharol, foi assistir a um show da banda Velvet Underground . Neste show, o VU foi expulso do palco e despedido pelo empresário. Isto aconteceu porque eles tocaram a música "Black Angel’s Death Song", uma canção estranha cheia de barulho e ruídos, com a letra declamada como um poema. O tal empresário subiu no palco e ordenou que eles nunca mais tocassem aquela música. Em resposta, a banda repetiu a canção imediatamente. Andy Wharol gostou da atitude e os convidou para trabalhar em seu estúdio de arte, a concorrida Factory.O Velvet Underground é um marco na história da música. Na época de seus lançamentos, os quatro álbuns de estúdio nunca entraram na parada dos cem discos mais vendidos. Os primeiros shows eram freqüentados por só por amigos e a banda nunca realizou uma grande turnê. Andy Wharol apadrinhou a banda, produziu o primeiro álbum, criava cartazes dos shows, colocava a banda para tocar em suas badaladas festas na Factory e fez o grupo performático Exploding Plastic Invitable acompanhar a banda nos shows. Um dos maiores álbuns de toda a história do mercado fonográfico, "The Velvet Undergroun and Nico" (1966), custou a bagatela de U$ 1.500 e levou menos de dez horas para ser gravado num estúdio em demolição. Este é o famoso disco da banana na capa, feita por Andy Wharol .( Inseri na caxinha de música de hoje algumas músicas desse disco citado acima e um pouco do The doors só para nos situar musicalmente.Aumente o som!! risos)












Warhol fez uma série de obras com os Judeus que se tornaram celebridades no sec. XX.Série de 1980 dedicado aos 10 judeus mais importantes do século XX. A exposição Os judeus de Warhol. Que por sinal estão atualmente em exposição em Nova York.Veja o artigo aqui:
Entre eles estão o cientista Albert Einstein (1897-1955), a escritora norteamericana Gertrude Stein (1874-1946), um grupo de judeus cujos trabalho tenha influenciado cada aspecto da humanidade.
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!O pai da psicanálise Sigmund Freud (1856-1939)

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A Atriz francesa Sarah Bernhardt (1844-1923)

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

O novelista Franz Kafka (1883-1924)

Série "Coração Humano" , década de 80 poucos antes de sua morte.














“Realmente não me interessam tanto as belezas. Do que realmente gosto é de conversadores. Para mim, os bons conversadores são umas belezas porque o que adoro na realidade são as boas conversas. Mesmo a palavra demonstra porque prefiro os conversadores às belezas, porque gravo mais do que filmo. Os conversadores fazem algo; as belezas são algo. É muito mais divertido estar com gente que sabe coisas.” Andy Warhol




“Se você quiser saber tudo sobre Andy Warhol, simplesmente olhe para a superfície das minhas pinturas e filmes e para mim e aí estou. Não há nada por trás disso”. (Andy Warhol)



Dentro da Factory, ateliê cuja fantasia era a criação coletiva, quando precisava esvaziar a mente para pintar Andy Warhol ouvia discos de rock no último volume, ligava o rádio para ouvir ópera e deixava a tevê ligada sem som tudo ao mesmo tempo —;" eu ainda descascaria uma banana!" dizia...
Sera que essa frase tem a ver com a capa do disco do V.U?


"Andy Warhol, superou o total de obras de arte comercializado por Picasso no ano de 2007. A informação é do relatório anual da Artprice, agência especializada no mercado de arte. As obras de Andy, que atingiram o top de vendas, somam US$ 422,3 milhões, seguido por US$ 319,7 milhões do consagrado Pablo Picasso.
Cabelos mal penteados e precocemente embranquecidos, completados por uma variedade de óculos de grau, davam a Andy Warhol a fachada perfeita para a imagem de gênio louco que ele gostava de cultivar. Coerente com ela, Warhol podia escolher biscoitos caninos para o jantar, usar uma calça de smoking sobre um jeans por ter dois programas incompatíveis na mestria soirée, ou até urinar em cima de suas pinturas para incrementar o efeito."Andy

Jornalista (sua tez pálida e clerical se estampava nas capas de jornais, revistas e cartazes arrasando ou abençoando), editor, gravador e fotógrafo (obssessivo) em boa parte do seus 58 anos viveu cercado de objetos antigos e logotipos, fotos de jornais e de revistas colecionados compulsivamente.

Há um tempo atras,Brasília, expõe a sua ‘Polaroids’ e não sabendo a quem contrariar não exibem um Andy Warhol não tão catalogado e exposto: seus retratos de “flagrantes sexuais” de gays e de travestis em pleno ato fotos estas que abrem sites gays ou são vendidas nos ‘hard sites’ da Web.

Deixou frases bastante conhecidas...



Andy viajou por todas as vertentes da Arte, desde música a cinema. Amigo pessoal de Jim Morrison do The Doors, apresentou o conjunto Velvet Undrground no seu ambiente de discotek de 1966, a ‘The exploding plastic inevitable’. Fez filmes

"Todo mundo no futuro terá seus quinze minutos de fama".


Novaiorquino, católico praticante, tímido, Warhol viveu como um personagem no meio das grandes personalidades da época. Jamais se casou .Homossexual, abdicou do sexo porque, segundo ele, tirava-lhe tempo tornou-se um ‘voyeur’ através de uma câmera de cinema ou fotográfica.
Morreu dormindo num domingo no hospital da universidade de Nova York hospitalizado para uma operação na vesícula, (depois que sofreu um atentado jamais teve sua saúde completamente estável).
Andy Warhol sofreu uma parada respiratória fatal no dia 22 de fevereiro de 1987 tinha sido operado da vesícula e aparentemente sofreu um ataque cardiopulmonar enquanto dormia.

“Eu sou uma pessoa profundamente artificial.” Andy Warhol