Friday, September 19, 2008

Hiperealismo do Voyeur Kristian Burford

Trazendo um pouco de arte contemporânea,hoje vamos falar sobre Kristian Burford.
Nascido em 1974 em Waikerie, Austrália Bacharel em Artes Visuais, Universidade do Sul da Austrália, 1992-1995 Master of Fine Arts, Art Centre College of Design, Califórnia, 2000-2003
Vive e trabalha em Los Angeles, Califórnia, EUA e Austrália Adelaide

O artista fez uma série de esculturas e montadas em instalações, onde direciona nosso olhar como se estivessemos espiando a intimidade das personagens.
Há uma violencia implícita, sexual e perversidade que são definitivas como caracteristicas dos trabalhos e próprios desejos de Kristian Burford. Eles também são utilizados para dramatizar o curso do olhar, uma vez que serpenteia através de sua maneira aquilo que é, afinal, um complexo sistema de visualização. Feita através de uma lacuna nas cortinas, e desde que satisfaça parcialmente, com apenas um ponto de vista, o observador está posicionado como espião.


O cenário é construido com tanto realismo que por um momento parece que as pessoas são de carne e ossos, na verdade, as esculturas de Kristian Burford são feitas de barro e cobertos com resina.
O efeito é fascinante, graças à meticulosa reconstrução do ambiente envolvente, normalmente com uma desordem interna domésticos criados para dar esse ar de naturalidade.

As cenas montadas com o maior cuidadoe fazem citações visuais ao sec. XIX, barroco, gótico, enquanto as esculturas estão sempre em cenas íntimas, como vistas a partir do buraco fechadura: a platéia se torna voyeur.

A atenção do espectador é realmente capturada e estas cenas em que quase sempre mistura inocência e uma pitada de morbidade impressiona,choca, desconserta,incomoda, causa estranheza...


As obras do artista australiano estão visíveis na galeria Magrorocca Milão. Algo semelhante, embora muito mais assépticos, fez John De Andrea poucas décadas atrás.
As peças protagonistas são modeladas em barro e coberta com um véu de resina, são caracterizadas por uma realidade anatômica de que imediatamente revela a grande maturidade artística do jovem Kristian Burford.

Eles serão colocados em uma mise-en-Scène sempre diferentes ambientes retratam cenas da vida privada e doméstica de grande intensidade emocional.
Os valores representados, tamanho natural, são sempre colocados em ambientes reais, decorados e mobilados com desenho artístico sobre os mais diversos tempos: Burford, com base na história da arte, chama a partir da inspiração barroca, pelo romance gótico até o simbolismo.


O mobiliário e decoração dos quartos desenhados pelo artista desempenham uma fusão entre a escultura e os elementos a sua volta: a atenção para todos os pequenos detalhes e da profusão de uma ajuda especial, porque o telespectador a compreender o significado da cena representada. Um outro estímulo para a compreensão do trabalho são os títulos, espécie de pequenas histórias incomuns de comprimento, tendo a função de introduzir o protagonista da história e para aproveitar a conduzir as sensações transmitidas através da ambientação, os acontecimentos que precederam o momento especial ,.
Envolvendo emocionalmente na história dos personagens retratos, que, como em um jogo teatral, informe aspectos íntimos da vida. Ao criar uma melange de estilos que são parte integrante do profundo significado psicológico transmitida, é evocada uma nostalgia íntima e erótica, mas ainda inocente.


Uma inocencia fortemente amarrada pelo privado que se tornou público, através da possibilidade do espectador espiar estas cenas da vida só através de uma porta em barracas de campanha ( do tipo de barraca do exercito) em torno destas cenas.
O voyeristica componente, uma parte integrante do Burford, prepotentemente impõe no seu trabalho que reflete uma atitude típica da sociedade contemporânea.

O visitante espiáo, olha intrigado que acontece , a qualidade de tecnica é tão realista que por vezes o espião pode se envolver psicologicamente por causa do tema e ou outras vezes, eroticamente, uma vez que os personagens são representados muitas vezes nu e atitudes ambíguas, nunca, porém moralmente repreensível.


Kathryn, uma jovem adolescente menina, semivestida é colocado sobre um sofá que quase parece a deslizar para baixo. Sua inocência, seu corpo e tudo em volta é representada por cores de estofos e mobiliário que o rodeiam, feita em vários tons de rosa. O observador externo, uma espécie de experiência na aprendizagem e descoberta, é chamado a tomar passo a passo o que está acontecendo. A observação da ambientação é o primeiro elemento que ele introduz na história representada, mas depois, como um deus ex machina, o artista que intervém através do fundo revela a título de representação.


Construir ambiguidades , jogo da menina com o gato, que as feridas de um lado, e a expressão de dor em seu rosto, o artista joga com a fina linha entre a dor e o conhecimento das sensações físicas própria idade que está a viver, adolescência. Abandonou controle, Kathryn você deixar ir com a vontade que permear transmitindo estes sentimentos para aqueles que introduz no seu mundo, a fim de que eles são arrastados para dentro. Burford cria verdadeiros quadros vivos, cheio de mistério, ambiguidade e erotismo, mas também de inocência e convida o observador, com grande magistralidade, uma imersão em várias de suas obras, para viver-los, transformá-las em vida, experiência roubada.



Os trabalhos de Kristian Burford são magnificamente realizados num voyeurismo adolescente, cenários eróticos, que são visto como fotos, há algumas passagens incómodas que nos alerta para o cuidado, o trabalho artesanal de qualidade, tanto a sua experiência e a sua vulnerabilidade. Assim, a tomada do trabalho reflete o seu objeto.

Christopher
Um jovem nu e seu plano de fazer um vídeo de si próprio urinando quando ele cai sono e sua mão cai em uma tigela de água, foi usado como a cobertura de Adelaide à base de arte contemporânea revista Artlink e banido de circulação nos os E.U.
Nos olhos do precoce Kristian Burford, Nova York ainda se parece com o centro do universo artístico - bem, pelo menos o seu universo artístico que alimenta a esculturais hiper-realismo e decadência urbanas, e que é construído em torno de elementos ficticios cosmopolitas e excesso poético. Talvez Burford's orquestrada mise en scene de punções da nossa realidade mundana e os tabus psico-sexuais ,do tipo que facilmente conforma-se a uma análise lacaniana da literatura ou filme pornô soft.


Melissa ... É uma isntalação que retrata o momento de um orgasmo, a auto-alimentação do corpo feminino como um ordinário modo de vida e permite apenas suficiente teoria e a perversidade do sujeito / objecto ,relações de manter o seu autor, protagonista e espectador no mesmo angulo.

Monday, July 21, 2008

Jean-Michel Basquiat

Como eu havia prometido, um pouco da vida e obra desse ícone das artes plasticas da década de 80.
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O nome dele é Jean-Michel Basquiat.
È necessário saber sobre Basquiat e Andy Warhol (Veja postagem anterior), para "entender", ou perder a resistência que existe com relação a arte Contemporânea e desfrutar de toda riqueza estética e os caminhos da arte nos nossos tempos.
Basquiat erafilho de pai haitiano e mae porto-riquenha, nasceu em Nova York e em seu curto espaço de tempo de vida, (1960-1988),personificou a cena artistica da década de 80, e quem é da minha geração sabe bem do que eu estou falando.Vivemos exatamente esse momento da arte ,a fusão da cultura dos jovens ,a cultura de massa,mídia,aparecimento da aids...Basquiat esta envolto em tudo isso , do anonimato a fama, dinheiro, excessos, e auto-destruição,drogas.
Sua imagem pública tende a ofuscar sua curta e extraordinária trajetória artistica.Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
Começou grafitando muros em Nova York.Seu trabalho chamou muito a atenção pela qualidade e riqueza de informação imagética e elementos e símbolos de outras culturas que ele se apropriava .Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
Pinturas e desenhos que evocavam a vida marginal ,urbana, negra, história e cultura negra,simbolos gregos, maias, assim como o o próprio senso de identidade conflituosa do artista.
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Seus pais se separaram e ele e as irmãs vão para Porto Rico por dois anos, tempo em que ele entrou em contato com suas raizes latinas.
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Basquiat volta para Nova York, faz amizade com Al Diaz e juntos começam a fazer seus trabalhos pelos muros da cidade de Nova York .Com o artista gráfico Al Diaz cria a SAMO (same old shit - mesma velha merda), marca e assinatura que usava para espalhar as suas obras pelas paredes da cidade.
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Apesar de Basquiat ser artista de rua, não era pobre. Seu pai tinha bens e ele estudou em escolas particulares e não consegue se adaptar às escolas convencionais. Passa a freqüentar a Edward R. Murrow High School mas a abandona praticamente no final do curso, sai de casa, vai morar com amigos, e passa a pintar camisetas que ele mesmo vende nas ruas.
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Aos poucos torna-se uma celebridade, começa a aparecer num programa da TV a cabo e é convidado a participar do filme Downtown 81, investindo o dinheiro que ganhou em materiais de pintura. O filme relata um dia na vida do jovem artista à procura da sobrevivência e mistura hip hop, new wave e graffiti, manifestações artísticas típicas do início da década de 80.
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS! Com Madonna-Namorados em 1981

Mudança de rumo

Com a fama adquirida passa a ter dinheiro, torna-se artista internacional de vanguarda e amigo de pessoas influentes, conhecendo e convivendo com Andy Warhol, com quem compartilhou forte amizade.
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Warhol proporcionou a ele lugar para morar, materiais para trabalhar, além de ajudar a divulgar o seu trabalho e patrocinar algumas excentricidades, típicas de endinheirados. Nessa época Basquiat abandonou a arte de rua e o graffiti e decreta nas paredes: "SAMO morreu".

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Começa a pintar telas que passam a ser adquiridas e comercializadas por marchands de Zurique, Nova York, Tóquio e Los Angeles, ávidos por novidades.
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De artista que vivia precariamente passa a ser um artista consumido e recebido nos salões mais chiques e exclusivos de Nova York.

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A arte de Basquiat, chamada de "primitivismo intelectualizado", uma tendência neo-expressionista, retrata personagens esqueléticos, rostos apavorados, rostos mascarados, carros, edifícios, policiais, ícones negros da música e do boxe, cenas da vida urbana, além de colagens, junto a pinceladas nervosas, rabiscos, escritas indecifráveis, sempre em cores fortes e em telas grandes.
Quase sempre o elemento negro está retratado, em meio ao caos.
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Há também uma dessacralização de ícones da história da arte, como a sua Mona Lisa (acrílico e óleo sobre tela) que é uma figura monstruosa riscada no suporte.

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O período mais criativo da curta vida e da carreira meteórica de Basquiat situa-se entre 1982-1985, e coincide com a amizade com Warhol, época em que faz colagens e quadros com mensagens escritas, que lembram o graffiti do início e que remetem às suas raízes africanas. É também o período em que começa a participar de grandes exposições.
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Em 1982, com a mostra Anatomy, foi o mais jovem artista da famosa exposição Dokumenta, de Kessel. E, em 1983, o mais jovem artista da Bienal do Whitney Museum, de Nova York.

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Daí em diante, participa de centenas de exposições e passa a ter trabalhos espalhados por vários dos museus mais importantes do mundo, como: Osaka City Museum of Modern Art, Japão; Chicago Art Institute, Illinois, Estados Unidos; Everson Museum of Art, Syracuse, Nova York, Estados Unidos; Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, Estados Unidos; Kestner-Gesellschaft, Hannover, Alemanha; Museum Boymans-van Beuningen, Roterdã, Holanda; Museum of Contemporary Art, Chicago, Estados Unidos; Museum of Contemporary Art, Los Angeles, Estados Unidos; Museum of Modern Art, Nova York, Estados Unidos; Museum of Fine Arts, Montreal, Canadá; Whitney Museum of American Art, Nova York, Estados Unidos.

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!House Eye

Obra de Andy Warhol e Jean-Michel Basquiat comprado por Versace -House Eye.
O quadro é o mais valioso do leilão londrino - cerca de 300 mil libras (R$ 1,3 milhão).

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A morte do amigo e protetor Andy Warhol, em 1987, deixa Basquiat abalado e debilitado e isso se reflete na sua criação.
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Os críticos, sempre muito exigentes, já não o tratam com unanimidade e Basquiat responde a essas cobranças, associando-a ao racismo arraigado da sociedade americana.


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Solitário, exagera no consumo de drogas e em agosto de 1988 acontece a trágica morte por overdose de heroína, que põe fim à carreira brilhante do primeiro afro-americano a ter acesso à fechada cena das artes plásticas novaiorquinas e, a partir daí, presença nas mais importantes mostras do mundo, entre elas, uma sala especial, em 1996, na 23ª Bienal de São Paulo, e em 1998, uma retrospectiva na Pinacoteca do Estado de São Paulo.
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Conheça mais-Basquiat (1996), filme inspirado na vida do artista, dirigido por Julian Schnabel, com Jeffrey Wright como Basquiat e David Bowie como Andy Wahrol.
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!POLAROID DE ANDY WARHOL

Abaixo um video a partir do episódio final de Estado da Arte, uma série de documentários sobre as artes visuais na década de 1980.Filmada na Europa, Estados Unidos e na Austrália, em 1985-6, os seis programas característica chave muitos artistas incluindo -, além de Basquiat e Warhol - Cindy Sherman, Antony Gormley, Hans Haacke, Eric Fischl e Joseph Beuys. Os filmes também explorar o contexto intelectual da época e as ideias do pós-modernismo. A série foi originalmente considerada a Channel 4 na Grã-Bretanha e, em seguida, mostrou em mais de 20 países.



Fontes:UOL
br.geocities.com/m80811/basquiat.htm

Thursday, April 24, 2008

Fama e Infâmia

Ola pessoas queridas!!
Desculpem-me pela demora na atualização do blog mas, devido minhas postagens estarem mais extensas, resolvi dar um espaço maior entre elas para dar tempo de todo mundo ler,pensar,questionar,comentar...
Há muito alguns de voces vinham me pedindo algo de arte contemporânea e Pop Art,então,inspirada em uma das aulas dos professores ,Matias Monteiro de análise de obra de arte , e Luisa Günther profa de gravura, hoje vamos fazer uma viagem no mundo de um homem muito interessante,anticonformista por concepção, de vanguarda, cineasta (perante o crítico “ como cineasta, significa a manipulação do tempo, a ruptura da narrativa e a trangressão sob o signo do tédio já que ninguém tem paciencia de ver suas longas jornadas consideradas monótonas,há filmes de mais de 6 horas com imagem repetidas de somente 20 minutos”) ,artista plástico. Andrew Warhola,depois adotou o nome mais simplificado, Andy Warhol.
Seus pais, estrangeiros, nascidos na Checoslováquia.
Nasceu entre 1928 e 1931.
Foi um visionário,inovador, possuia uma boa cota de excentricidade e um inviesamento de ideias que fizeram a diferença.
È conhecido e chamado como o pai da Pop Art.

Andy Warhol referia-se a si mesmo como um "recriador".



Formado em Pittsburg em desenho gráfico e publicidade, chegou a Nova York em 1949 e, no início dos anos 50, já estabelecido como artista, Andy Warhol começou a garimpar preciosidade sua conta bancária era engordada por desenhos industriais e trabalhos publicitários que fazia regularmente adquiriu, então, móveis antigos e pequenos trabalhos de Miro, Magritte e Toulouse-Lautrec.

Comprou um local em Nova York que se tornou seu Atelie/Galeria e a chamou de Factory (A Fábrica), seus trabalhos possuiam um lado crítico social, político e sempre "alfinetava" o lado sombrio dos Estados Unidos. (Pessoalmente é o que mais gosto do Andy)


Cartões de natal feito por Andy na década de 50.

Ao contrário do que muitos pensam, Warhol jamais foi usuário de drogas mas foi um grande voyer e usava as pessoas e artistas que frequentavam sua "Fábricas" como objeto de sua crítica. Os filmava para poderem ver o quanto eram estúpidos...





A principio começou a trabalhar como artista gráfico,e em publicidade.
Foi na década de 50 quando aceitou o convite para fazer alguns trabalhos para as lojas I. Miller que seu trabalho começou a ser reconhecido e aclamado pelo talento.







Desing de acessórios.

A famosa série de desenhos de calçados da década de 50 que depois na década de 80, poucos antes de morrer, o tema volta com outra roupagem e foco.
Abaixo os dois momentos para observação e comparações.


Dècada de 80
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS! Quando retomou o tema sapatos na décad de 80 , Andy fez um conjunto de obras bem interessante e aliado ao seu interesse por joias ele fez seu "Diamond Dust Shoes" e usou vidro triturado para dar o aspecto de pó de diamantes nos sapatos.
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Para Andy Warhol a consagração acontece em 1962 quando realiza uma série de pinturas de notas de um dólar (uma das telas foi vendida em 86 num leilão em Nova York por 385 mil dólares, o maior preço já alcançado por um de seus trabalhos em vida!) neste ano, funda a revista “Interview”, na qual apareciam as personalidade da vida noturna nova-iorquina

e entrou definitivamente para a História da cultura do século XX quando fez reproduções da lata de sopa Champbel, garrafas de Coca-cola, e outros produtos consumidos em grande escala na década de 60 lançando um novo olhar sobre as coisas,pessoas e o mundo.



Foi o inventor da serigrafia.




Revela a beleza dentro da cultura de massa.
O quadro A Cadeira Elétrica e a série das garrafas de Coca-Cola ficaram como símbolos da frieza e do consumismo da sociedade americana.

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Ele recriou imagens usando seda,tela e tintas com impressões de alta qualidade técnica e com certeza influenciou o mundo além de seu tempo.


Após a morte de Marilyn Monroe, Andy passou 4 meses fazendo silk-screens de sua imagem no filme " O pecado mora ao lado".
Usou a imagem da atriz as reproduzindo até a saturação.
Mas notem que nenhuma é igual a outra. As cores tambem por vezes são bastante saturadas.



Andy usa Marilyn Monroe como simbolo da mortalidade.
Superficialidade e Glamour.



Sofrimento e morte.



Desimbolização do objeto e do mito.
(A morte em 62 inspira Andy a fazer retratos, ícones com rosto e lábios)


Há muito há uma grande discursão sobre a perda da Aura nas obras de arte e Andy não ficou de fora disso.
Ele mostra que repetição é diferente de reprodução.
Pela venda da sua serigrafia sobre tela «Marilyn laranja». Outra versão da mesma série foi vendida na quarta-feira pela Christie´s por 16,2 milhões de dólares (12,6 Me). O valor estimado era de até 15 milhões de dólares.

Fascinado por celebridades e assuntos morbidos, mortes e assasinatos também fazem parte de seu tema de trabalho.



Eternizou a imagem de Che apos seu assassinato.


Andy Warhol fez uma imagem do líder comunista chinês Mao Tse-Tung foi vendido por 17,376 milhões de dólares (13,5 milhões de euros) num leilão em Nova IOrque, estabelecendo um recorde mundial para o rei da pop art. A obra foi adquirida no leilão de arte contemporânea e do pós-guerra realizada na casa Christie´s pelo empresário Joseph Lau, de Hong Kong, um dos homens mais ricos do mundo segundo a revista Forbes. O retrato de Mao Tse Tung foi leiloado, no ano passado, por quase 50 milhões de reais.



«Mao» (1972), é a obra mais importante e representativa de Warhol vendida em leilão em mais de uma década. O anterior recorde de Warhol, de 17,327 milhões de dólares (13,5 milhões de euros), havia sido obtido pela Sotheby´s, em 1998,


Obras com o assassinato de JFK como tema.





(Detalhe da obra)
Outra obra de Warhol, «Dezesseis Jackies» (1964), foi comprada pela galeria Richard Gray, com sede em Iorque e Chicago, por 15,6 milhões de dólares.





“rostos famosos por serem famosos”: Dick Tracy, Natalie Wood, Liz Taylor, Jackie Kennedy, Marlon Brando, Mao Tsé Tung, Elvis Presley, Pelé, situações sociais “depressivas”




Segundo Warhol “um artista é alguém que produz coisas que ninguém precisa ter, mas que ele, por alguma razão, pensa que seria uma boa idéia oferecer às pessoas”.








Um grande colecionador de arte, dono de um acervo de 10 mil objetos reunidos em casa, imensa variedade de peças, pinturas, desenhos, mais de 120 pequenas jóias, entre broches, braceletes e pendentes, 300 relógios, dezenas de ‘portraits’, bustos, incluindo um de Degas, estatuetas – entre as quais uma de Renoir, brinquedos, os famosos copos de Ronald Mcdonald, que, como ele previa, seriam ícones de uma época, valorizados no futuro.

Warhol não estava interessado em idéias mas em objetos: dinheiro, telefones, caça-níqueis, garrafas, latas, e ídolos em objetos ele transformou personalidade de todos os segmentos da vida norte-americana, chegando a confundi-las com embalagens de produtos tão comuns quanto elas


Em 1986, o marchand Hans Mayer, observando o layout dos anúncios que a Mercedes publicou comemorando o centenário da invenção do automóvel, Mayer pensou que talvez a Mercedes se interessasse em pagar Warhol para criar serigrafias sobre carros a empresa encomendou na hora quatro pinturas em maio daquele ano, Andy Warhol entregou quatro telas dando a sua versão do primeiro carro esporte fabricado pela Mercedes: o 300 SL coupê, de1952.

A base de todos os trabalhos é a serigrafia Andy Warhol mais uma vez pintou e desenhou sobre as telas previamente impressas em “silk screen” o contorno das figuras muitas vezes foi feito em cores mais claras e luminosas do que o fundo num procedimento caro ao artista.




Warhol foi um ícone na arte norte-americana retratou, friamente, personalidades produtos com a indiferença de uma máquina; afirmou, inclusive, que gostaria de ser máquina muita gente – artistas, críticos – considera sua obra medíocre, destacando apenas sua participação na área de marketing.

Warhol consegue tanta fama que passa até a cobrar por suas aparições em público ele sente e percebe muito bem que vive no país e na época do capital, do consumismo, e que o povo norte-americano vê arte em qualquer tipo de coisa consumista, por mais frívolo e medíocre que fosse o objeto em questão os sucessivos avanços da ciência e da tecnologia, fatos e coisas portáteis invadindo as ruas e a imaginação de toda uma nação, a televisão, o cinema, os confrontos existenciais, tudo isso fora matéria a lapidar pelo olho e pela mão de Warhol, com conotações críticas, irônicas e sobretudo artísticas no sentido de filtrar bem um momento da história para ser parte dessa história com uma nova visão de arte.

Colecionou artigos e fotos de catastrofes e tragédias, principalmente automobilisticas.
Criou polêmicas com seu trabalho "Os 13 homens mais procurados" pois grande parte dos condenados/procurados já eram homens livres e já haviam cumprido suas penas.
Andy vivia em constante agonia entre medos e angustias principalmente depois que sofreu um atentado...

Em Junho de 1968, a feminista Valerie Solanas, uma freqüentadora da Factory, criadora solitária da SCUM (Society for Cutting Up Men), entrou no estúdio de Warhol e alvejou-o quase mortalmente. O artista demorou mais de dois meses a recuperar e quando saiu do hospital, dedicou-se a criar a revista Interview e a apoiar jovens artistas em início de carreira, além de escrever livros - a sua autobiografia The Philosophy of Andy Warhol (From A to B and Back Again) foi publicada em 1975 -, e apresentar dois programas em canais de televisão a cabo. A sua pintura voltou-se para o abstracionismo e o expressionismo, criando a série Oxidation (Oxidação), que tinha como característica principal a presença de sua urina em todas as obras.


O público massivo consome imagens populares de seus ídolos através de revistas, cinema e televisão, out doors, cartazes, músicas e outros meios, e, sem perceber, auxilia para a divulgação da imagem, dos fatos e acontecimentos











Na música o fato mais importante foi quando o mestre da pop art, Andy Wharol, foi assistir a um show da banda Velvet Underground . Neste show, o VU foi expulso do palco e despedido pelo empresário. Isto aconteceu porque eles tocaram a música "Black Angel’s Death Song", uma canção estranha cheia de barulho e ruídos, com a letra declamada como um poema. O tal empresário subiu no palco e ordenou que eles nunca mais tocassem aquela música. Em resposta, a banda repetiu a canção imediatamente. Andy Wharol gostou da atitude e os convidou para trabalhar em seu estúdio de arte, a concorrida Factory.O Velvet Underground é um marco na história da música. Na época de seus lançamentos, os quatro álbuns de estúdio nunca entraram na parada dos cem discos mais vendidos. Os primeiros shows eram freqüentados por só por amigos e a banda nunca realizou uma grande turnê. Andy Wharol apadrinhou a banda, produziu o primeiro álbum, criava cartazes dos shows, colocava a banda para tocar em suas badaladas festas na Factory e fez o grupo performático Exploding Plastic Invitable acompanhar a banda nos shows. Um dos maiores álbuns de toda a história do mercado fonográfico, "The Velvet Undergroun and Nico" (1966), custou a bagatela de U$ 1.500 e levou menos de dez horas para ser gravado num estúdio em demolição. Este é o famoso disco da banana na capa, feita por Andy Wharol .( Inseri na caxinha de música de hoje algumas músicas desse disco citado acima e um pouco do The doors só para nos situar musicalmente.Aumente o som!! risos)












Warhol fez uma série de obras com os Judeus que se tornaram celebridades no sec. XX.Série de 1980 dedicado aos 10 judeus mais importantes do século XX. A exposição Os judeus de Warhol. Que por sinal estão atualmente em exposição em Nova York.Veja o artigo aqui:
Entre eles estão o cientista Albert Einstein (1897-1955), a escritora norteamericana Gertrude Stein (1874-1946), um grupo de judeus cujos trabalho tenha influenciado cada aspecto da humanidade.
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!O pai da psicanálise Sigmund Freud (1856-1939)

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A Atriz francesa Sarah Bernhardt (1844-1923)

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

O novelista Franz Kafka (1883-1924)

Série "Coração Humano" , década de 80 poucos antes de sua morte.














“Realmente não me interessam tanto as belezas. Do que realmente gosto é de conversadores. Para mim, os bons conversadores são umas belezas porque o que adoro na realidade são as boas conversas. Mesmo a palavra demonstra porque prefiro os conversadores às belezas, porque gravo mais do que filmo. Os conversadores fazem algo; as belezas são algo. É muito mais divertido estar com gente que sabe coisas.” Andy Warhol




“Se você quiser saber tudo sobre Andy Warhol, simplesmente olhe para a superfície das minhas pinturas e filmes e para mim e aí estou. Não há nada por trás disso”. (Andy Warhol)



Dentro da Factory, ateliê cuja fantasia era a criação coletiva, quando precisava esvaziar a mente para pintar Andy Warhol ouvia discos de rock no último volume, ligava o rádio para ouvir ópera e deixava a tevê ligada sem som tudo ao mesmo tempo —;" eu ainda descascaria uma banana!" dizia...
Sera que essa frase tem a ver com a capa do disco do V.U?


"Andy Warhol, superou o total de obras de arte comercializado por Picasso no ano de 2007. A informação é do relatório anual da Artprice, agência especializada no mercado de arte. As obras de Andy, que atingiram o top de vendas, somam US$ 422,3 milhões, seguido por US$ 319,7 milhões do consagrado Pablo Picasso.
Cabelos mal penteados e precocemente embranquecidos, completados por uma variedade de óculos de grau, davam a Andy Warhol a fachada perfeita para a imagem de gênio louco que ele gostava de cultivar. Coerente com ela, Warhol podia escolher biscoitos caninos para o jantar, usar uma calça de smoking sobre um jeans por ter dois programas incompatíveis na mestria soirée, ou até urinar em cima de suas pinturas para incrementar o efeito."Andy

Jornalista (sua tez pálida e clerical se estampava nas capas de jornais, revistas e cartazes arrasando ou abençoando), editor, gravador e fotógrafo (obssessivo) em boa parte do seus 58 anos viveu cercado de objetos antigos e logotipos, fotos de jornais e de revistas colecionados compulsivamente.

Há um tempo atras,Brasília, expõe a sua ‘Polaroids’ e não sabendo a quem contrariar não exibem um Andy Warhol não tão catalogado e exposto: seus retratos de “flagrantes sexuais” de gays e de travestis em pleno ato fotos estas que abrem sites gays ou são vendidas nos ‘hard sites’ da Web.

Deixou frases bastante conhecidas...



Andy viajou por todas as vertentes da Arte, desde música a cinema. Amigo pessoal de Jim Morrison do The Doors, apresentou o conjunto Velvet Undrground no seu ambiente de discotek de 1966, a ‘The exploding plastic inevitable’. Fez filmes

"Todo mundo no futuro terá seus quinze minutos de fama".


Novaiorquino, católico praticante, tímido, Warhol viveu como um personagem no meio das grandes personalidades da época. Jamais se casou .Homossexual, abdicou do sexo porque, segundo ele, tirava-lhe tempo tornou-se um ‘voyeur’ através de uma câmera de cinema ou fotográfica.
Morreu dormindo num domingo no hospital da universidade de Nova York hospitalizado para uma operação na vesícula, (depois que sofreu um atentado jamais teve sua saúde completamente estável).
Andy Warhol sofreu uma parada respiratória fatal no dia 22 de fevereiro de 1987 tinha sido operado da vesícula e aparentemente sofreu um ataque cardiopulmonar enquanto dormia.

“Eu sou uma pessoa profundamente artificial.” Andy Warhol